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Como Estimar o Custo da Mercadoria Vendida?

Publicado em 26/10/2016

Cliente não encaminhou seu inventário de estoque, e agora?

 

Algo que não deveria acontecer, mas que comumente presenciamos, é a ausência de informações inerentes ao estoque da empresa.

Mesmo a Receita estando intervindo nessa questão, criando obrigações acessórias condizentes ao inventário de estoque, ainda assim, muitos clientes insistem em não nos entregar seu controle. Essa postura em não repassar à contabilidade todas as informações necessárias, seja do estoque, sejam outras, além de implicar em certos riscos à empresa bem como ao responsável técnico contábil no que diz respeito às sanções legais, ainda fará com que a contabilidade, porventura, fique defasada, infelizmente. “Isso prejudica muito as empresas nos aspectos gerenciais, ou seja, nas tomadas de decisões”.

 

Mas o que vem a ser o Custo da Mercadoria Vendida?

 

Tão conhecido pelas iniciais CMV, o Custo da Mercadoria Vendida compreende ao valor efetivamente pago pela mercadoria ora revendida, ou seja, o seu real custo de aquisição.

Mas esse custo só é apropriado na contabilidade (escriturado) no ato da venda. Quando requisitamos os artigos (produtos) para revenda, seja a varejo ou atacado, devemos registrá-los como um bem da empresa e, sendo considerado um bem os ativamos em conta especifica de estoque.

Exemplificando: compra não é custo, entende-se por investimento temporário para geração de recursos futuros. Agora, quando vendemos algo, dai sim devemos apropriar o custo dessa venda.

 

A escrituração contábil do CMV justifica a saída do estoque. Atente-se à escrituração abaixo:

D- Custo da Mercadoria Vendida (custo/conta de resultado)

C- Estoque de Mercadorias (ativo)

 

Contabilmente identificamos o valor do CMV a ser registrado na contabilidade pela seguinte fórmula:

CMV = EI (Estoque Inicial) + C (Compras) – EF (Estoque Final)

Por isso nós contabilistas precisamos do inventário da empresa, para se apurar devida e corretamente o Custo da Mercadoria Vendida.

 

imagem - artigo CMV

 

Mas como identificar o real custo sem fazer vista ao inventário?

 

A resposta é bem simples. _ Não há como identificar o real custo sem a posse do controle de estoque.

Todavia, nós contabilistas precisamos alocar valores para baixar os estoques compreendendo as saídas (vendas), caso contrário, a contabilidade não fecha. “Infelizmente, por insistência dos clientes, a alternativa que nos sobra é estimar o Custo da Mercadoria Vendida”.

 

E como estimar o Custo da Mercadoria Vendida?

 

Você precisará ao menos identificar, por média, o percentual da venda em cima da compra. Abaixo um exemplo meramente ilustrativo:

A empresa (comércio) comprou um produto por R$ 10,00 e o vendeu a R$ 20,00.

Nesse exemplo o Custo da Mercadoria Vendida compreende a 50% (10/20*100) e o Lucro Bruto a 100% (o dobro).

Com essa pequena análise contábil já é “possível identificar o percentual médio (aproximado) do Custo da Mercadoria Vendida estimando-a”. Em posse desse percentual você conseguirá fixar o custo relativo às vendas e justificar as saídas do estoque escriturando-o na contabilidade conforme o exemplo parágrafos acima.

Entenda um pouco mais sobre as particularidades de análise contábil minuciosa acessando o link abaixo:

http://www.cienciascontabeis.com.br/analise-contabil-antes-do-fechamento-do-balanco/

 

Tenha cuidado ao estimar o Custo da Mercadoria Vendida!

 

Após fazer os lançamentos contábeis em referência, antes de fechar a contabilidade, verifique se o CMV está relativamente menor comparado às vendas, pois as vendas não podem, jamais, ser inferior ao valor do CMV. Caso perceba essa situação adversa na contabilidade, reveja tanto o cálculo do percentual bem como os lançamentos contábeis.

Uma empresa comercial considerada saudável e/ou lucrativa compreende a um CMV na casa dos 40% a 50%.

“Esse artigo visa orientar os contabilistas em como estimar o CMV na ausência de inventário, sanando o problema em torno do fechamento da contabilidade bem como justificando as saídas de estoques (vendas). Entretanto, o ideal é que se tenha o inventário em mãos, isso legalmente falando. Caso seu cliente não o envie, insista para com ele e reforce sobre tal necessidade”.

 

É... foi um bom artigo, não? ;)
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Sobre o Autor
• Juliano Lucio Santos da Silva • Contador • CRC n° SP-295043/O-2