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Como Estimar o CMV sem o Inventário?

Publicado em 17/02/2017

Cliente não me encaminhou seu controle de estoque. Como devo proceder?

 

É bastante comum empresas não encaminharem seus inventários a seus Contadores, o que prejudica de certa maneira o fechamento contábil.

Através do Inventário é possível saber se a empresa está declarando fiscal e devidamente tudo o que vende. Trata-se de uma obrigação da empresa a apresentação deste, mas mesmo assim os empresários insistem em omitir tal controle não o encaminhando ao escritório.

Enquanto Contadores não podemos ser coniventes com tal prática e, no mínimo temos que formalizar a solicitação para assim nos assegurarmos de eventuais problemas. É muito importante que o cliente enquanto empresa também tome ciência dos evidentes riscos, afinal, reforçando, o envio do Inventário ao escritório é uma obrigação da empresa, não facultativo.

“Na inexistência do Inventário temos que utilizar de técnicas contábeis a fim de deixar a contabilidade mais próxima à realidade”. Mas como? _ Vamos ver mais adiante.

 

Como justificar as vendas senão pelo Inventário?

 

Há muitos casos que, na ausência do Inventário, consideram como CMV – Custo da Mercadoria Vendida o valor integral das compras do período a que se refere o que não é certo, pois as compras nem sempre coincidem com as vendas do referido mês.

Contudo, mesmo que não tenhamos conosco o controle em referência, de alguma maneira precisamos justificar o que foi vendido. Justificar o que foi vendido para efeitos contábeis significa “apropriar um custo ideal na ausência do real para este coincidir às vendas, ou seja, atribuir um CMV para o montante vendido”.

Convenhamos que, ninguém vende algo que não existe contabilmente falando, por isso da imprescindibilidade de se estimar o CMV, mesmo para àqueles que também não informam suas compras.

 

 

Mas como estimar o CMV?

 

Veja logo mais como é bem simples essa técnica contábil, mas antes vamos relembrar a fórmula contábil legal para se chegar no CMV.

CMV = EI + C – EF

Custo das Mercadorias Vendidas = Estoque Inicial + Compras – Estoque Final

Visando essa fórmula acima conseguimos compreender a tamanha importância de se fazer vista ao Inventário, enfim…

Para estimar o CMV a ser contabilizado, isso na ausência do Inventário, você precisará questionar o cliente/empresa qual o percentual que ele joga em cima de suas compras. Por exemplo, ele compra uma mercadoria por R$ 50,00 e a revende por R$ 100,00 obtendo assim um percentual de 100% em cima de sua compra. Entretanto seu CMV está fixado em 50% em relação à sua venda.

Atenção, você precisará fazer esse levantamento com o máximo de mercadorias possíveis, pois nem sempre a margem destacada de uma mercadoria coincidirá com outras. O que contará como fundamento técnico e legal será a média percentual desse estudo (levantamento).

Suponhamos que você ao fazer todo o levantamento descobre que o CMV está a uma média de 40%. Será esse o percentual que você terá de destacar, isso sempre em relação às vendas, não esqueça.

 

Ex: A empresa vendeu R$ 8.000,00 no mês. Você irá justificar (escriturar) o valor de R$ 3.200,00 como CMV.

 

“Mas cuidado ao estimar o CMV, pois o valor a ser escriturado jamais pode ser superior às compras do período”. Caso isso venha a acontecer, provavelmente, o cliente também não está encaminhando todas as notas de entradas ou pode estar comprando sem nota fiscal.

Uma empresa considerada saudável tem seu CMV na casa de 35% a 55% frente às suas vendas.

Não tome consigo que esse conteúdo aqui exposto é base legal, mas sim apenas uma técnica contábil a fim de ajudar-vos a fechar a contabilidade na ausência do Inventário, documento este tão imprescindível e, ao mesmo tempo, pouco utilizado, uma pena é claro.

 

É... foi um bom artigo, não? ;)
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Sobre o Autor
• Juliano Lucio Santos da Silva • Contador • CRC n° SP-295043/O-2

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