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As Contas Transitórias

Publicado em 08/11/2016

O que são as contas transitórias? Quando usá-las?

 

As contas transitórias são contas contábeis simples e comumente estão presentes no plano de contas de quaisquer empresas e/ou entidades. Elas são responsáveis por evidenciar contabilmente situações esporádicas, de uma empresa para com outra (s) e vice versa ou até mesmo para discriminar internamente algumas transações financeiras que se fazem necessárias.

Elas podem ser de origem devedora ou credora, de caráter positivo ou negativo, ativa ou passiva. Isso depende da situação a que se referem.

Uma contabilidade executada em software contábil de ultima geração utilizam as contas transitórias para fazer seu fechamento contábil periódico de “modo automatizado”, por meio de parametrizações dentre outras ações contábeis. Essas contas transitórias são conhecidas por contas transitórias de fechamento de balanço das quais normalmente zeram em seu resultado final (vide razão contábil).

A consideração acima quer dizer o que segue:

_ Ao invés de zerarmos as contas de resultado uma a uma transferindo-as ao ARE – Apuração do Resultado do Exercício e após destinarmos o saldo final desta ao resultado (lucro, prejuízo ou afins), o sistema, de modo automático, por si só, transfere todas as contas de resultado à conta transitória da qual já destina automaticamente, também, seu saldo final. Resumindo, as contas transitórias também fazem a vez do ARE, mas de maneira bem simples, “minimizando esforços dos contabilistas”.

Além de servirem para o fechamento contábil, são imprescindíveis para demonstrar contabilmente transações financeiras entre matrizes e filiais, controladoras e controladas, investidoras e investidas dentre outras.

 

imagem artigo contas transitorias

 

Quando usá-las?

 

Sempre ao fechar uma contabilidade você fará uso das contas transitórias conforme citação acima, mesmo não as observando em meio aos lançamentos, em meio ao seu trabalho. Todavia, é importante que você as parametrize corretamente, para que assim o fechamento no modo automático seja preciso. Nesse caso especificamente, os saldos das contas transitórias irão zerar em seus resultados (saldos) finais.

Outra hipótese de utilização destas é a evidenciação das transações financeiras entre empresas ligadas uma à outra (matrizes e filiais, controladoras e controladas, investidoras e investidas). Por exemplo, se uma empresa Matriz paga uma conta qualquer de sua Filial, será necessário utilizar as contas transitórias para contabilizar as operações de pagamento e empréstimo respectivamente.

Ex: Pagamento de Fornecedores da Filial pagos pela Matriz.

Escrituração contábil na Filial;

D– Fornecedores

C– Conta Transitória

 

Escrituração contábil na Matriz;

D– Conta Transitória

C– Caixa

 

Considerações

 

No exemplo acima, as contas transitórias podem ter sinais tanto a débito quanto a crédito se observados os demonstrativos contábeis de modo particular (separadamente), ou seja, por CNPJ. Mas, ao analisarmos os demonstrativos contábeis já consolidados, observaremos que os saldos das contas transitórias estarão zerados.

Os demonstrativos consolidados contabilmente falando, significa a junção das contabilidades, ou seja, é unificar duas ou mais contabilidades numa só. Um grupo de empresas possui uma contabilidade para todos os seus CNPJ, mas pode unificar seus demonstrativos a fim de atender as necessidades gerenciais e, até mesmo fiscais.

As contas transitórias servem para demonstrar contabilmente a obrigação e/ou um direito para com um terceiro, não interferindo diretamente nos resultados contábeis, mas certamente transparecendo as condições patrimoniais e financeiras condizentes às suas transações.

 

É... foi um bom artigo, não? ;)
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Sobre o Autor
• Juliano Lucio Santos da Silva • Contador • CRC n° SP-295043/O-2