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Empresário Deve Separar o Negócio de suas Contas Pessoais

Publicado em 08/09/2016

Você consegue distinguir a Pessoa Jurídica da Pessoa Física? Observe as consequências da não distinção!

 

Muitos empresários atualmente, por simples desconhecimento ou mesmo a falta de um respaldo de um consultor financeiro e/ou contador, acabam por confundir os bens patrimoniais (empresa) com os pessoais. A não distinção dessas duas pessoas, jurídica e física, pode implicar em eventuais problemas para o empresário.

 

É comum a pessoa física “socorrer” a empresa e vice-versa, daí a confusão. Isso se deve a falta de controle e organização de ambas as partes, pois tanto o empresário enquanto pessoa física quanto a sua empresa precisa segregar o controle financeiro, mas infelizmente, boa parte não o faz.

 

Elaborando um Controle Financeiro Simples

 

Mas, um controle financeiro é algo complexo de se fazer?

 

E a resposta é simples assim:

_ Não, pelo contrário. Compreende-se também como controle financeiro um simples “fluxo de caixa”, podendo este ser feito no próprio “Excel”.

 

Em apenas 05 (cinco) colunas podemos elaborar um fluxo de caixa simples, mas de estima eficiência.

Insiram na primeira coluna as datas, em segunda coluna as entradas, em terceira as saídas, numa quarta os saldos e por último, a quinta, as descrições das movimentações financeiras.

 

Abaixo, demonstramos em ilustração, exemplo de um fluxo de caixa feito em Excel:

 

A1    DATA B1   ENTRADA  C1    SAÍDA  D1   SALDO E1   DESCRIÇÃO
A2    SALDO INICIAL B2 C2        D2      –   E2
 A3          B3     –     C3     –  =D2+B3-C3 E3
 A4        B4   –       C4       –  =D3+B4-C4 E4

 

 

É de suma importância efetuar um controle em paralelo, das contas a pagar e contas a receber, para assim garantir a então eficiência do controle.

Tal modelo de controle acima ou semelhantes, não só pode, mas deve ser utilizado pelo empresário para controlar, de um lado, suas finanças pessoais e, à parte, suas finanças empresariais, evitando dessa forma um “desacerto financeiro”.

Vale lembrar que, controles como este supra, são encontrados facilmente na internet, e o melhor, muitos destes gratuitos.

 

Consequências da Não Distinção

 

E quais são as possíveis consequências para quem não dispõem de controles assim? Observamos logo abaixo:

 

  • Descumprimento de acordos/pagamentos;
  • Perda de credibilidade com parceiros;
  • Dificuldades na gestão do negócio;
  • Crescimento constante de dívidas para com terceiros;
  • Venda dos ativos da empresa;
  • Venda dos bens pessoais e/ou familiares;
  • Tomadas de empréstimos bancários e outros;
  • Restrições no CPF e CNPJ;
  • Perda de Mercado e, consequentemente;
  • Fechamento/baixa da empresa e, por fim;
  • Perda de anos trabalhados e de tudo o que foi conquistado.

 

Quem habitualmente não se controla financeiramente falando, eventualmente passa a se socorrer de outros meios, isso quando não se deixa de cumprir com obrigações para com seus terceiros, como é o caso de fornecedores, ou até mesmo salários.

 

E pior, quando o empresário “não” consegue socorrer sua própria empresa com seus recursos próprios, ou o contrário, quando a empresa não consegue socorrê-lo pessoalmente, a primeira alternativa que se vem à cabeça é ir procurar um correspondente bancário e/ou agente financeiro objetivando um empréstimo, e que empréstimo, pois a essa altura do campeonato, geralmente, o valor preciso não é nada baixo.

 

E se já estava pior, imaginemos agora com os juros e afins inerentes a esses empréstimos! _ Sim, isso é assustador frente aos abusivos encargos financeiros dessa prática.

 

 

Infelizmente, é triste, mas para tantos, esse pode ser o começo do fim do negócio!

 

 

E, compensa arriscar o patrimônio por falta de simples controle?

 

Assim como de nada adianta haver um controle e “gastar” além do que se “ganha”. Portanto, o bom senso é fator preponderante para a gestão de quaisquer negócios.

 

Há ainda um Princípio Contábil que impugna a prática de se confundir os bens pessoais dos empresariais, o Principio da Entidade.

 

 

O que posso fazer para assegurar minha empresa de eventuais riscos?

 

 

Além da exigência de se controlar separadamente os bens e afins, espera-se do empresário e empresa, educação financeira no que diz respeito ao cumprimento das obrigações de cada um. Para isso, é importante obter uma reserva financeira para eventualidades, ou seja, um capital de giro para ambos.

 

Para que o empresário não precise tomar emprestado dinheiro de sua própria empresa onerando-a em conjunto às outras contas já existentes, legalmente, cabe a ele fixar uma retirada mensal de pró labore (salário do empresário) e, com este passar a se organizar em suas questões pessoais. Isto posto, também compete à empresa “garantir” esse salário.

 

De modo geral, com o mercado instável do qual vivemos, convém ao empresário abrir mão da parcela integral ou parte de seus lucros reservando-os em segurança, vivendo momentaneamente, apenas, com seu pró labore.

 

“_ Reservar não significa segurar o dinheiro consigo mesmo, pois “dinheiro parado” é “perder dinheiro”. Portanto, invista-o.

 

O controle financeiro além de assegurar o empresário e empresa de possíveis prejuízos dentre outras perdas, é uma excelente ferramenta de trabalho para gerir e alavancar o negócio como um todo. Essa ferramenta (controle) aperfeiçoa as operações da empresa ajudando-a diretamente nas tomadas de decisões por parte de seu (s) administrador (es).

 

Também, é imprescindível, uma Contabilidade presente, pois tantos se enganam que “aumento de dinheiro” em conta bancária e afins significa “gama de lucros” e não é bem por aí. Uma empresa pode estar aumentando suas disponibilidades (dinheiro disponível) e obtendo, no mesmo tempo, considerável “prejuízo”.

_ Sim, isso é possível e, não raro. Por isso, dentre outras situações, observamos a importância do profissional contábil para todas e quaisquer empresas e/ou até mesmo para os referidos empresários.

 

Se você não possui um controle financeiro ainda, implante-o tão logo. Caso julgue não dispor de aptidão para tal, procure um profissional financeiro, seja ele um consultor ou contador, mas de maneira alguma fique a mercê de eventuais riscos. Afinal, os riscos ora referenciados no contexto deste, denominados como consequências, por certo, não compensam.

 

E, lembre-se que, você é você. Já sua empresa é outro assunto!

 

 

 

 

 

 

 

É... foi um bom artigo, não? ;)
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Sobre o Autor
• Juliano Lucio Santos da Silva • Contador • CRC n° SP-295043/O-2