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Diferenças entre Custeio por Absorção e Custeio Direto

Publicado em 24/04/2014

Custeio por Absorção é um processo de apuração de custos, cujo objetivo  é ratear todos os seus elementos (fixos e variáveis) em cada fase da produção. Logo um custo é absorvido quando for atribuído a um produto ou unidade de produção, assim cada unidade ou produto receberá sua parcela no custo até que o valor aplicado seja totalmente absorvido pelo Custo dos Produtos Vendidos ou pelos Estoques Finais. Nos Estados Unidos é conhecido com o nome de Custo Convencional. 

Custeio Variável

diferenças entre Custeio por Absorção e Custeio Direto

diferenças entre Custeio por Absorção e Custeio Direto

Conhecido como Custeio Direto é um tipo de custeamento que consiste em considerar como Custo de Produção do Período apenas os Custos Variáveis incorridos. Os Custos Fixos, pelo fato de existirem mesmo que não haja produção, não são considerados como Custos de Produção e sim como Despesas, sendo encerradas diretamente contra o resultado do período. Desse modo, o Custo dos Produtos Vendidos e os Estoques Finais de Produtos em Elaboração e Produtos Acabados só conterão custos variáveis. Uma outra diferença em relação Custeio por Absorção, esta de natureza formal, reside na maneira de apresentar a Demonstração de Resultado. No Custeio Variável, a diferença entre o valor de Vendas Líquidas e a soma do Custo dos Produtos Vendidos (que só contém Custos Variáveis) com as Despesas Variáveis (administrativas e de vendas) é denominada de Margem de Contribuição. Deduzindo-se desta os Custos Fixos e as Despesas Fixas, obtém-se o Lucro Operacional Líquido.

 

Vantagens e Desvantagens do Custo Variável

Vantagens

Impede que aumentos de produção que não correspondam a aumento de vendas distorçam o resultado: Como os Custos Fixos são abatidos diretamente do resultado no Custeio Variável, o aumento de produção desvinculado do aumento de vendas não provoca qualquer alteração no lucro líquido da empresa

É uma ferramenta melhor para a tomada de decisões dos administradores. O uso do Custeio por Absorção pode induzir a decisões errôneas sobre a produção.

Desvantagens

No caso de Custos Mistos (custos que têm uma parcela fixa e outra variável) nem sempre é possível separar objetivamente a parcela fixa da parcela variável.

Embora existam técnicas estatísticas para efetuar tão divisão, muitas vezes ela é tão arbitrária quanto a rateio dos CIF no Custeio por Absorção.

O Custeio Variável não é aceito pela Auditoria Externa das empresas que tem capital aberto e nem pela Legislação do Imposto de Renda, bem como por uma parcela significativa de contadores.

A razão disto é que o Custeio Variável fere os princípios contábeis geralmente aceitos, em especial os Princípios de Realização de Receitas, de Confrontação e da Competência. Estes princípios estabelecem que os custos associados aos produtos só podem ser reconhecidos à medida em que estes são vendidos, já que, somente quando reconhecida a receita (por ocasião da venda), é que devem ser deduzidas todos os sacrifícios necessários à sua obtenção (Custos e Despesas). Como o Custeio Variável admite que todos os Custos Fixos sejam deduzidos do Resultado, mesmo que nem todos os produtos sejam vendidos, ele violaria tais princípios.

Analisando os métodos de custeio em separado nota-se que são antagônicos, porém complementares em relação as necessidades das empresas, pois, enquanto o custeio por absorção atende aos Princípios da Contabilidade e à Legislação Fiscal, a variável fornece informações para a tomada de decisão. O mais indicado seria a utilização dos dois métodos, tanto para atender ao Fisco quanto as necessidades internas da empresa, pois nem a Auditoria Externa nem a legislação fiscal impedem a adoção de critérios durante o ano diferentes dos adotadas nas demonstrações contábeis no final do exercício.

Foi possível perceber as Diferenças entre Custeio por Absorção e Custeio Direto? Em caso afirmativo, não deixe de nos enviar um comentário, é sempre um prazer interagir com os leitores. Caso queira se aprofundar em contabilidade de custos, existe um case super interessante aqui, não deixe de acompanhar!

REFERÊNCIA

NEVES, Silvério das. VICECONTI, Paulo E. V. Contabilidade de Custos. São Paulo: Editora Frase, 2010.

 

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Sobre o Autor
Contadora formada pela UNIMONTES - Universidade Estadual de Montes Claros, Pós-Graduada em Gestão Empresarial e Gestão de Pessoas. Atualmente trabalha na Coordenadoria de Execução Orçamentária e Financeira do IFNMG e Professora de Contabilidade, Administração e Escrita Fiscal na Microlins