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Condições para o Exercício da Função de Auditor

Publicado em 21/05/2014

Muitas são as condições exigidas para o exercício da função auditor, podemos destacar, entre elas, as relativas:

  1. À pessoa do auditor;
  2. À empresa auditada;
  3. Às condições materiais para esse exercício.

Várias são as condições que o auditor deve preencher para o exercício de sua profissão, destacando-se entre elas as condições culturais e técnicas, que exigem uma formação profissional em nível superior.

 

condições para o exercício da função de auditor

condições para o exercício da função de auditor

É justo que os Auditores Independentes aspirem a uma posição de destaque entre os demais profissionais liberais, porém devem estar preparados , cultural e tecnicamente, para cumprir os importantes encargos que as perspectivas da profissão podem lhes oferecer.

Para adquirir essa condições, o Contador, após obtenção do diploma, deve conseguir a experiência necessária, através da prestação de serviços como assistente de um auditor habilitado.

Sabemos da dificuldade de se encontrar um individuo perfeito, capaz de preencher todos os requisitos ideais para o exercício de qualquer profissão. Vamos registrar as condições consideradas ideais para a caracterização do auditor, levando em consideração que a falta de algumas dessas condições, poderá ele ser um bom profissional.

Condições Legais

Para o exercício da função de Auditor Independente no Brasil, o profissional deverá ser Contador habilitado e registrado no Conselho Regional de Contabilidade, nessa categoria. Além disso, para atuar em determinadas áreas regulamentadas o auditor deverá providenciar seu registro junto aos respectivos órgãos controladores.

Condições culturais

O auditor independente deve possuir conhecimentos gerais bastante amplos, incluindo noções básicas sobre as seguintes matérias:

  1. Língua portuguesa (para estudo e redação de relatórios)
  2. Matemática financeira
  3. Legislação comercial e fiscal
  4. Organização e Administração de Empresas
  5. Economia e Finanças Empresariais
  6. Processamento de Dados
  7. Política Comercial

Condições técnicas

O auditor independente deve ter um profundo da matéria fundamental de sua profissão, que é a Contabilidade, destacando-se:

  1. Princípios gerais de Contabilidade
  2. Sistemas contábeis
  3. Técnicas contábeis (Auditoria e Análise)
  4. Planificação e Organização Contábil

Condições de integração profissional

O auditor deverá ser integrado em sua classe e dedicado à sua profissão, ressaltando-se a necessidade de ter:

  1. Dignidade profissional
  2. Vivência na profissão
  3. Ambição de progresso profissional
  4. Consciência da responsabilidade profissional
  5. Independência profissional
  6. Filiação a entidade de sua classe
  7. Amor a profissão e orgulho dela
  8. Cooperação profissional com colegas

A contribuição de cada profissional para a dignificação e o respeito à sua classe é fundamental para o êxito da profissão.

Condições morais

Para o exercício da função de Auditor Independente, há também requisitos morais a serem observados, que são de fundamental significação. Dentre esses requisitos, podemos citar os seguintes:

  1. Justiça e imparcialidade
  2. Idoneidade
  3. Caráter ilibado
  4. Padrão moral
  5. Respeitabilidade
  6. Integridade

Condições relativas à ética profissional

O auditor, além das normas gerais de ética, deve sujeitar-se a normas específicas, próprias de sua profissão e decorrentes da natureza de sua atividade, a falha cometida pelo auditor no exercício de suas funções poderá trazer graves prejuízos à empresa, aos investidores, ao fisco ou a terceiros com elas relacionados. O auditor deve respeitar a ética profissional, além das condições morais de ordem geral, principalmente em relação a alguns aspectos:

  1. A ética profissional não permite que o auditor procure obter clientes através de propaganda comercial, de auto-elogios, de oferecimento de baixos honorários, de pagamento de comissão por agenciamento de serviços ou de qualquer outra forma de exercer influência sobre o cliente.
  2. A boa qualidade do trabalho executado pelo auditor tem também seus fundamentos éticos, pois a ineficiência ou a negligência do auditor poderão trazer prejuízos morais e materiais a muitas pessoas e entidades envolvidos com a matéria examinada,
  3. O auditor não deve fazer pronunciamentos e emitir pareceres antes de esgotar todos os meios de provas que julgar necessários para obter a convicção de certeza em suas afirmações
  4. Os honorário devem ser calculados exclusivamente em razão do tempo gasto na execução, quando essa previsão tiver de ser superada por imprevistos na execução do trabalho, o cliente deve ser avisado com a possível antecedência.
  5. O vínculo com a empresa na qual faz seus exames, ou o parentesco com seus administradores, cria para o auditor incompatibilidade para sua atuação, pois lhe tira a imparcialidade, a ética profissional recomenda que ele de abstenha de aceitar trabalhos em empresas nessa condições.
  6. Quebra de sigilo pode trazer à empresa prejuízos de ordem moral, econômica, financeira, jurídica, comercial, fiscal e até de ralações públicas e humanas, por essa razão, o sigilo deve ser mantido, a qualquer custo, a menos que assuntos devam ser revelados em circunstâncias especiais, em juízo por exemplo.

O código de normas éticas de uma profissão é o estatuto moral da classe, a que todos componentes devem obedecer e fazer obedecer, em relação a Contabilidade temos os Código de Ética do Contabilista, baixado pelo Conselho Federal de Contabilidade através da Resolução 803/96, a que Auditor também esta sujeito e se for filiado ao IBRACON, terá de observar os seus princípios de ética.

Ficaram mais claras as condições para o exercício da função de auditor? Se sim, ficaremos contentes ao receber um comentário seu!

 

Referência

FRANCO, Hilário. MARRA, Ernesto. AUDITORIA CONTÁBIL.  Editora Atlas, 2001.

É... foi um bom artigo, não? ;)
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Sobre o Autor
Contadora formada pela UNIMONTES - Universidade Estadual de Montes Claros, Pós-Graduada em Gestão Empresarial e Gestão de Pessoas. Atualmente trabalha na Coordenadoria de Execução Orçamentária e Financeira do IFNMG e Professora de Contabilidade, Administração e Escrita Fiscal na Microlins